E eis que chegamos ao final de mais um ano, e nesse dia
tão festivo e cheio de superstições paremos um pouco a correria dos afazeres
para as devidas reflexões anuais. Voltemos um pouco no tempo e perceberemos que
há pouco estávamos fazendo vários planos para o ano que começava, e nesse novo
ano só seria permitido coisas boas, sentimentos positivos, conquistas, vitórias,
sucesso, enfim esses amuleto protetor que criamos esperançosos em volta de
nossas expectativas para esse novo ano que começava, e a partir dai descobriremos
que nem tudo foi como o planejado, e algumas coisas saíram do rumo traçado,
algumas conquista não foram concretizadas e nem sempre foi possível vencer e
ter sucesso na caminhada, percebemos que as utopias que criamos em cima dessa
tão grande novidade que se aproxima nem sempre corresponde com a realidade que
vivemos, e que em muitas vezes precisamos reajustar o que foi acertado e seguir
em frente de cabeça erguida. E chegando ao final perceberemos que não estamos
no fim, mas no começo dessa longa caminhada a qual chamamos de vida, e nessa
longa caminhada por diversas vezes temos a oportunidade de recomeça e continuar
seguindo em frente, ou quem sabe volta, e até mesmo mudar radicalmente todos os
rumos e fazer tudo diferente mais um vez, e outra, e novamente...
Como é bom essa sensação de missão cumprida, de
esperanças renovadas, de sentimentos intensificados, de planos refeitos, e
desejos asneados... Que o fim na verdade é mais um começo, ou às vezes uma
continuidade ou recomeço... Mas jamais o fim!




