E nos entrelaçamos em elos que parecem eternos e
infinitos, apostamos todas as fichas em alguém que a pouco era um mero
desconhecido, e na ânsia de ser amado por esse alguém e alcançar essa tão
idealizada Felicidade, inerente a outra metade da laranja, nos lançamos no Abismo
de uma relação que nos torna inteiramente dependentes do amor desse ser.
E então não conseguimos mais existir sem esse - agora
não mais - desconhecido, nossa existência torna-se uma extensão da vido do
outro, o mundo perde sua orbita natural e o seu cento passa a ser então esse
amor avassalador... E aquela Felicidade almejada já não é mais tão importante
se não for ao lado desse estranho hoje insubstituível.
Há quem chame isso de Amor, diante de fatos eu chamaria de Obsessão!


