segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Dom de não Ser o Outro...


Tenho buscado observar os aprendizados que a vida tem me proporcionado com uma feição diferente. Na procura por um Dom que satisfaça o Ser, dando sentido ao existir, acabamos por nos perder em meio às adversidades que se manifestam no decorrer dessa estrada. Mas é fato que nem sempre me encontro comigo para de mim me perder (estou apenas perdido sem reconhecer).
Inúmeras vezes sou apenas uma sombra do outro, reflexo de um eu que idealizei, mas que na veracidade cotidiana do meu existir não passam de quimeras suposições desconexas das minhas verdades, almejadas por metas que são consequências da soberania alheia.
Meu Ser se completa em pontos de inicio e fim ocultos pelo meu olhar que não sabe enxergar que o outro faz parte da minha completude e não molde supremo do viver. Não consigo perceber que o que procuro no outro, como quando, ao me olhar no espelho, encontra-se adormecido em meu existir, a espera da minha sensibilidade ao fitar o que há dentro em mim explorando minhas potencialidades e lapidando as minhas imperfeições.
É no Inacabado do ser que encontraremos as cordas que auxiliarão na escalada rumo ao perfeito por mim divinizado no outro. E enquanto eu não compreender que o meu Dom encontra-se em mim como um Diamante ainda Bruto a espera de polimento, nunca O encontrarei, pois assisto de camarote a Pedra que o outro está a acurar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário