Já dava para perceber os sinais do pôr-do-sol, e eu estava voltando para casa, cansado de mais um longo dia de trabalho, quando pela avenida avistei de longe aquela ‘grande amiga’ que de grande realmente só possui a falsidade. Ela? Como sempre muito bem arrumada, com aquela roupa cor de pele que costuma mudar durante algumas épocas do ano, e não há como negar, ela estava realmente vestida para matar com sua língua mais afiada que uma navalha. Pensei quais as razões levavam uma pessoa ser tão dissimulada e soberba, possuidora de tal complexo de superioridade... Mas antes de qualquer resposta da minha consciência ela se aproximou sorridente e pronuncio suave algumas palavras afáveis, ressaltando seus mais nobres sentimentos. Houve ainda algumas palavras de saudades, o que ressaltou os reflexos da ausência ocasionada pelas circunstâncias e pelo afastamento decorrido dessa personalidade metamorfose.
Qual minha atitude diante de tal situação? Pasmem... Pois não resistir em homenagear aquela amável amiga, sorri no mesmo tom, e com voz rouca titubeei alguns versinhos daquela canção do Milton que diz... “Amigo é coisa para se guardar, debaixo de ‘ sete palmos’...” Silencie, e segui meu percurso certo de que muito mais que dizer algumas palavras desaforadas e verdadeiras, o tempo era a única resposta que valia a pena nesse momento que precedeu a escuridão.

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