E
mais uma vez brindamos ao novo ano que chega, e as mesmas felicitações
repetimos, os mesmo desejos de paz, prosperidade e aqueles outros sentimentos
bons que sentimo-nos obrigados a desejar nessa época de grandes novidades de
mudanças. Aquele velho champanhe com a taça de vários verões, a roupa branca
não pode faltar, ou vermelho quem sabe se quiser o amor encontrar, fogos
anunciam que o novo está chegando, mas olho em minha volta e me sinto como em
um ‘Dèjá Vu’. Pulamos as ondinhas e realizamos todas as mandingas possíveis
renovando todas as promessas feitas no ano anterior e acrescentamos outras
ainda mais impossíveis ao pacote pedindo ao ano que chega que tudo seja
perfeito e que alcancemos todos os desejos e realizações. Como se a passagem de
ano fosse uma fada madrinha que como num conto de fadas tudo transforma...
A
verdade é que esquecemos que o novo se faz a cada dia, a cada respiração a cada
recomeço, que não adianta vivermos 200 anos se não aproveitarmos cada dia como
se fosse o ultimo sendo ele único. Não achem que é insensibilidade falar de tal
modo, é que a realidade às vezes assusta ao nos mostra que o que há de novo na
verdade é apenas um numero no final.
Então
não desejo grandes acontecimento nesse novo ano que chegou, peço apenas que vivamos
intensamente cada segundo de vida que nos resta e façamos acontecer cotidianamente nesse mundo tão carente de coisas boas... E que o novo se faça em você a cada manhã que acordares,e que em cada respiração pulse em seu peito a vontade de ser melhor e não ser apenas como uma passagem de ano.
"Vamos começar, colocando um ponto final..."

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