segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nem Tudo é “Eu Te Amo”


“- Mas, Eu Te Amo... !!!” Disse ele ao sentir que talvez não fosse tão convincente a sua suposta forma de querer.
Engraçado como as pessoas acreditam ser essas as palavrinhas mágicas capazes de nos fazer mudar todos os rumos de nossas vidas e reconstruir nossos planos baseados exclusivamente na força de 3 palavras pronunciadas inúmeras vezes em momentos acalorados da paixão... [Volte 3 casas e pegue sua razão!!]
Por vezes nos deixamos levar por frases românticas, gestos afáveis, meigos olhares e sorrisos espontaneamente maquinados, e só após quebrar nossas lindas caras, paramos e nos perguntamos: “ Como não me dei conta de que ele não me amava assim? Como não percebi que esse sentimento não era verdadeiro?” É caros leitores, ainda não conseguimos compreender que esse sentimento tão almejado por nos não se vende em farmácias e por mais que desejamos tê-lo estamos fadados por diversas vezes a obter dele apenas uma dose do seu genérico mais fajuto.
Não pensem que não amo ao lhes partilhar tais verdades, nem que me amargurei na vida amorosa a ponto de achar que todo aquele que me pronuncia carinhos é um cafajeste, Não ,  eu apenas vivi e aprendi que Amar ultrapassa a nossa necessidade de ter alguém ao lado, pra nos mimar e falar apenas coisas bonitas ao nosso respeito(como se fossemos a pessoa mais perfeita do mundo, o que não somos) nos tratando com carinho e nos elogiando mesmo quando acordamos descabeladas e feias (o que nos sentimos mesmo que seja apenas por alguns segundos) ou concordando com tudo quando nos alteramos e começamos uma discussão ( por qualquer motivo bobo que seja).
Vivemos uma era onde Ser Feliz é um estado de Estar Amando, e elevamos o potencial da carência de tal maneira, que só conseguimos nos enxergar felizes quando temos alguém ao nosso lado, para enfim podermos mudar o nosso status para “Em um relacionamento sério” (com a farsa, com a ilusão e com a falta de amor própria). Não deveríamos nos contentar com tão pouco... A Felicidade respeita a nossa solidão e não nos abandona quando um suposto príncipe encantado vira sapo e volta pro brejo.
Detesto migalhas,  prefiro a vida dos amantes solitários e felizes, loucamente apaixonados pela existência e por paixões arrebatadores que não precisam de rótulos nem de meia dúzia de palavras compradas em um desses livros de poemas.


Sofya Bravo

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