Acreditei
que aquele amor que um dia em meu peito fez morada jamais fosse ter fim.
Me
agarrei as nossas lembranças mais quentes, apaixonadas e sinceras. Fiz de você meu porto seguro onde nos seus gestos de carinho e preocupação sempre
encontraria paz e o amor não teria fim, pois criamos uma barreira de
sentimentos bons contra o desafeto.
Me
entreguei por inteiro e sem reservas, te fiz Senhor do Tempo numa capacidade
qual de fazê-lo parar quando estávamos juntos. Eternizei em mim o amor que
nunca imaginei sentir. Dediquei minha vida no propósito de te fazer feliz, pois
sabia que minha Felicidade estava atrelada a esse sentimento nosso.
Amei,
com todo meu ser, sem dúvidas fui amado... Mas em um dia de chuvas de outono e
ventos de inverno nosso verão se fez frio e as flores do nosso amor que
enfeitavam e perfumavam nossa primavera não floresceu. Ainda assim eu, jardineiro
desse amor tão nosso, continuei a regar a terra confiando que nosso jardim
voltaria a florescer mesmo sem as sementes que só você sabia plantar.
Relutei
em não acreditar na realidade que se expunha debaixo de meus olhos, evitei
pensar que não voltarias para meus braços e nos nossos tão demorados abraços. Tentei
suprir sua ausência revendo nossas fotos felizes, querendo que como em um passe
de mágica você se materializasse em minha frente e me dissesse que ainda me amava como antes ou até muito mais... Ilusões sentidas na dor de cada dia que vivi na
esperança de que tudo não passava de um pesadelo e você logo estaria ali para
juntar os cacos do vaso quebrado onde nossas flores costumavam ficar encantando
a casa.
Ainda me encontro aqui, perdido no espaço das
recordações que me fizeram o homem mais feliz e amado do mundo, buscando na
inconstância da vida o sentimento mais puro que levastes de mim, crendo só com
você vivê-lo novamente, mas certo de que em ti não me encontrarei mais, sigo
buscando onde jogaste as sementes do nosso amor para que eu possa outra vez
regar em meu peito a felicidade que antes se conjugava em nós e transmutava
amor.
Inspirado nos
jardins de I.P.

Nenhum comentário:
Postar um comentário