quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sem Planos Mirabolantes!



Nunca fui dado a planos mirabolantes para o ano que ira começar, mas admito que sempre que chega o final de mais um ano fico perplexo com a rapidez com a qual o tempo corre e como a vida tem passado rápido emergindo ser vivida e aproveitada.
Confesso que não costumo propor grandes mudanças na passagem do ano, mas no fim das horas sempre acabo internando em meu ser inúmeras reflexões sobre a vida e suas constâncias, intensidades, surpresas e a sempre assídua vontade de ser melhor e não desperdiçar respiração!! Costumo parar um pouco, um tanto centrado, para pensar no que cerca meu viver – o Natal em união com a virada de ano me comovem a refletir – mesmo quando não impõe o cumprimento de uma magnifico PDCA para os próximos 365 dias.
Não sou dado a cumprir os padrões de renovação  de metas que acontecem todos os anos nos últimos dias do presente e planejando novas ou repetindo  (90% ou mais) as que não foram cumpridas, ou quaisquer tipos de simpatia do tipo. Mas não deixo de aproveitar o clima que se criam em torno do mesmo para pensar o que tenho acrescido e o que está pesando mais do que deveria cumprindo a hora de ser deixado no caminho, mas não se iludam apesar de soar contraditório, não crio metas para o ano novo, apenas me desafio a ser melhor a partir das próximas horas durante o tempo em que eu existir nesse mundo ou pelo tempo que me fizer bem e não fizer mal a ninguém.
Não sei com qual clareza você interpretara essas insanidades, ainda assim acredito ser valido todo e qualquer tipo de bons sentimentos, boas ações e mudanças positivas para caminhar mais feliz. Confiante que cada respiração é uma oportunidade única de ser melhor e fazer o que no segundo passado não se realizou, duvido da certeza e me aventuro no incerto de não saber o que será, desejando talvez grandes acontecimentos ou até grandes mudanças no meu viver, mas pode ser que eu simplesmente estacione em alguns aspectos  e continue estável, torço para não regredir mesmo sabendo da falta de compromisso que possuo comigo mesmo não traçando planos para o futuro.

 Continuo firme, seguindo meus instintos tão racionais e por vezes emocionais, reflexivo em momentos que a vida grita por parar, empurrado pela vida a mudar ou incentivado a não desanimar e acreditar... Nas próximas inúmeras e inúmeras horas que terei para viver não consigo imaginar o que pode me acontecer, mas garanto que serão momentos em que irei agarrar e aproveitar o que há de se viver, e se a Felicidade se atrasar, dane-se ela que precisa do meu ser para existir! 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Jardineiro do Nosso (Ex) Amor!!



Acreditei que aquele amor que um dia em meu peito fez morada jamais fosse ter fim.
Me agarrei as nossas lembranças mais quentes, apaixonadas e sinceras. Fiz de você meu porto seguro onde nos seus gestos de carinho e preocupação sempre encontraria paz e o amor não teria fim, pois criamos uma barreira de sentimentos bons contra o desafeto.
Me entreguei por inteiro e sem reservas, te fiz Senhor do Tempo numa capacidade qual de fazê-lo parar quando estávamos juntos. Eternizei em mim o amor que nunca imaginei sentir. Dediquei minha vida no propósito de te fazer feliz, pois sabia que minha Felicidade estava atrelada a esse sentimento nosso.
Amei, com todo meu ser, sem dúvidas fui amado... Mas em um dia de chuvas de outono e ventos de inverno nosso verão se fez frio e as flores do nosso amor que enfeitavam e perfumavam nossa primavera não floresceu. Ainda assim eu, jardineiro desse amor tão nosso, continuei a regar a terra confiando que nosso jardim voltaria a florescer mesmo sem as sementes que só você sabia plantar.
Relutei em não acreditar na realidade que se expunha debaixo de meus olhos, evitei pensar que não voltarias para meus braços e nos nossos tão demorados abraços. Tentei suprir sua ausência revendo nossas fotos felizes, querendo que como em um passe de mágica você se materializasse em minha frente e me dissesse que ainda me amava como antes ou até muito mais... Ilusões sentidas na dor de cada dia que vivi na esperança de que tudo não passava de um pesadelo e você logo estaria ali para juntar os cacos do vaso quebrado onde nossas flores costumavam ficar encantando a casa.
 Ainda me encontro aqui, perdido no espaço das recordações que me fizeram o homem mais feliz e amado do mundo, buscando na inconstância da vida o sentimento mais puro que levastes de mim, crendo só com você vivê-lo novamente, mas certo de que em ti não me encontrarei mais, sigo buscando onde jogaste as sementes do nosso amor para que eu possa outra vez regar em meu peito a felicidade que antes se conjugava em nós e transmutava amor.


Inspirado nos jardins de I.P.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Desconectar...








- “Olha pro lado!!!” -  Não dá, estamos cybers demais para nos preocupar com o que acontece em nossa volta.
Passamos horas pregados em conversas e/com pessoas idealizadas por perfis influenciados pela rede, a mercê da criatividade do individuo que se cadastra. Estamos 25horas por dia conectados em nossos status com compartilhamentos, comentários, curtidas, likes, twittadas, check-ins, atrações mutuas, chats, encontros, filtros, transferências de fotos, áudios, vídeos e uma infinidade de neologismos tecnológicos... Entretermo-nos em conversas nem um pouco naturais e exageradamente superficiais que nos impossibilita de perceber os acontecimentos cotidianos antes tão importantes, mas que hoje passam despercebidos e desinteressantes.
Levantamos,  e um bom dia cordial aos familiares tornou-se algo raro ou mecânico, visto que, estamos guardando nossa munição de palavras sinceras para as teclas que nos conectarão com as pessoas mais maravilhosas do mundo. Reclamamos da vida cada vez mais monótona e tediosa, deprimimos com a ideia de solidão, lamentamos a falta de um amor verdadeiro, gritamos a ausência de pessoas (amigos) que nos apõem em momentos não só de alegria, quando nós é que passamos despercebidos pela vida real e não prestamos mais atenção nos sinais que a vida nos dá, pois perdemos o habito de tirar a vista da tela do smartphone.
Não atentamos ao possível amor que todos os dias nos acompanha no ônibus que nos leva ao trabalho, não notamos que o colega de sala menos conectado poderia ser um bom companheiro, pois o mesmo não se rendeu aos padrões tecnológicos, não aceitamos que pessoas entrem em nossas vidas quando isso não nos render um aumento significativo nas curtidas do nosso status... E nesse ritmo acabamos perdendo sutilezas que precisam ser sentidas e muitas vezes compartilhadas num abraço, comentadas com uma troca de olhar sincero e curtida na presença de pessoas que antes eram consideradas parte dos moveis de nossa casa (aos amigos antes inseparáveis).
Sim caros leitores, vivemos em um mundo 100% conectado, não saímos de casa sem o celular, não cogitamos a ideia de abandonar por qualquer motivo que seja as redes sociais e nem por um segundo deixamos de atualizar as postagens em nosso feed de noticias, nunca estamos off-line... Não desconectamos nem quando estamos no banho, ficamos em stand by quando deveríamos dormir pois não param de chegar notificações na tela do celular e o carregador tornou-se acessório indispensável para badalar com amigos numa sexta-feira em que se resolva levantar da cadeira que nos aprisiona ao PC.
Não venho através deste fazer demagogias ou desvalorizar as vantagens que os avanços tecnológicos nos proporcionaram, mas ávido de que desconectar - de vez em quando quem sabe – poderá traz a tona, uma vida capaz de ser bela se bem vivida e aproveitada, mesmo quando a foto que revelamos e penduramos na estante da sala nos recorda apenas um momento excepcional sem os filtros do novo app, que nos faz por vezes perder a realidade de quem vive de verdade, pois já desaprendeu que é preciso desconectar-se.

 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Hipocri'tano!



Vivemos em uma sociedade onde a utilização da palavra Hipocresia alastrou-se sobre os julgamentos cotidianos. A adultera/amante fala da piriquete que veste pouca roupa (ou sai quase pelada), o ladrão desacredita dos políticos corruptos (em sua maioria), enrustidos condenam os que possuem uma orientação sexual não convencional, falsos religiosos criticam aqueles que vivem outras crenças, pardos tostam no sol na ânsia de possuírem um tonalidade de pele mais achocolatada... Idealistas, moralistas, socialistas, antropólogos, comunistas, narcisistas e outros nomes dados a esse povo que defende alguma causa e julga os demais sobre a visão de seus ideias, como se fossem os donos da verdade e o resto do mundo que se converta as suas alienações.
Tornou-se comum e aceitável a censura do livre arbítrio e está cada vez mais corriqueiro nos depararmos com essas tais pessoas que se esquecem de olhar para imperfeições do próprio umbigo, pois estão entretidas por demais apontando e difamando os outros. A sociedade esta infectada com esse falso moralismo que insiste em ver os defeitos alheios esquecendo-se que estes são comuns a si próprio. Nomeiam-se juízes do bom senso, do politicamente correto, do ético, do aceitável socialmente, do tradicional (kkk), mas no apagar das luzes e acender dos abajures pegamos esses mesmos concursados do poder maior a lei cometendo os mesmos delitos a pouco condenado (por si próprio) em juízo público.

Não venho aqui reivindicar das pessoas do livre direito de serem o que desejam e seguirem como acham correto, tão pouco venho questionar o conhecimento dos juízes sociais em seus julgamentos, danem-se os corruptos, mentirosos, falsos, enrustidos, homofôbicos, preconceituosos, religiosos... Peço apenas o bom senso sendo você o que é e quem seja, que antes de expor sua gloriosa e digníssima opinião e condenar a fogueira ou ao tronco as pessoas que não se enquadram nos padrão social comumente aceito por você e sua turma que reavalie suas ações na busca por não cuspir no prato e depois beber do próprio vomito, pois será intragável o mau hálito das suas asneiras!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Por Puro Prazer!!!



Seu olhar me penetrou queimando em meus nervos um desejo incontrolável e inesperado de ser sua (ao menos naquele instante). Na louca chama da paixão a vontade de te ter transpassou os padrões morais que poderiam nos condenar por tal ato de tesão e prazer.
Talvez soe meio conto erótico a forma como começo a descrever esse momento de um desejo involuntário e sua consumação, (foi sem sobras de dúvidas um devaneio sublime que resultou em um inenarrável sexo casual). Sem receios e as convencionais regras impostas pela sociedade nos permitimos viver um momento de completude onde nos entregamos sem pudores (...)  nos quisemos por puro prazer e assim foi feito!!!  Mas uma vez, desculpem minhas palavras forçadamente indecentes, mas que nunca se sentiu atraída e fantasiando pornografias com alguém? ( Não sabe o que é ter instinto) E assim consumamos tal ato...
Nos conhecemos na típica mesa de um bar, entre um gole e outro aquela vontade de saciar a sede com beijos ardentes e mordidas gostosas foi tomando-nos por inteiro, nossas pernas se cruzavam e descruzavam sutilmente por debaixo da mesa, as idas e vindas ao banheiro sempre tão sugestivas, palavras trocadas cheias de segundas intenções e sentidos obscuros e profanos nas entrelinhas de uma conversa com amigos(conhecidos) que apenas eu e você conseguíamos decifrar.
Induzimos nossos caminhos de volta a casa bamboleando passos cruzados no intuito de ali mesmo cair um por cima do outro e nos entregar sob a luz da lua ao mero prazer (Sim caras leitoras, tenho sangue nas veias e não aprendi a ter vergonha, muito menos medo de negar meus desejos e vontades). Confesso que não sei que força nos segurou, impedindo que ocorresse um atentado ao puder de dois amantes que se queriam incontrolavelmente...  E de comum acordo (sedentos por tal consumição) nos entregamos em circunstâncias que não cabe narrar nesse espaço...
Amor? Nunca!! Foi apenas um delicioso sexo casual, com um cara que nem lembro bem o nome, que troquei o numero do telefone para não esperar uma ligação no dia seguinte, mas que me fez por naquele momento de realização plena e feliz!!!

Sofya Bravo

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nem Tudo é “Eu Te Amo”


“- Mas, Eu Te Amo... !!!” Disse ele ao sentir que talvez não fosse tão convincente a sua suposta forma de querer.
Engraçado como as pessoas acreditam ser essas as palavrinhas mágicas capazes de nos fazer mudar todos os rumos de nossas vidas e reconstruir nossos planos baseados exclusivamente na força de 3 palavras pronunciadas inúmeras vezes em momentos acalorados da paixão... [Volte 3 casas e pegue sua razão!!]
Por vezes nos deixamos levar por frases românticas, gestos afáveis, meigos olhares e sorrisos espontaneamente maquinados, e só após quebrar nossas lindas caras, paramos e nos perguntamos: “ Como não me dei conta de que ele não me amava assim? Como não percebi que esse sentimento não era verdadeiro?” É caros leitores, ainda não conseguimos compreender que esse sentimento tão almejado por nos não se vende em farmácias e por mais que desejamos tê-lo estamos fadados por diversas vezes a obter dele apenas uma dose do seu genérico mais fajuto.
Não pensem que não amo ao lhes partilhar tais verdades, nem que me amargurei na vida amorosa a ponto de achar que todo aquele que me pronuncia carinhos é um cafajeste, Não ,  eu apenas vivi e aprendi que Amar ultrapassa a nossa necessidade de ter alguém ao lado, pra nos mimar e falar apenas coisas bonitas ao nosso respeito(como se fossemos a pessoa mais perfeita do mundo, o que não somos) nos tratando com carinho e nos elogiando mesmo quando acordamos descabeladas e feias (o que nos sentimos mesmo que seja apenas por alguns segundos) ou concordando com tudo quando nos alteramos e começamos uma discussão ( por qualquer motivo bobo que seja).
Vivemos uma era onde Ser Feliz é um estado de Estar Amando, e elevamos o potencial da carência de tal maneira, que só conseguimos nos enxergar felizes quando temos alguém ao nosso lado, para enfim podermos mudar o nosso status para “Em um relacionamento sério” (com a farsa, com a ilusão e com a falta de amor própria). Não deveríamos nos contentar com tão pouco... A Felicidade respeita a nossa solidão e não nos abandona quando um suposto príncipe encantado vira sapo e volta pro brejo.
Detesto migalhas,  prefiro a vida dos amantes solitários e felizes, loucamente apaixonados pela existência e por paixões arrebatadores que não precisam de rótulos nem de meia dúzia de palavras compradas em um desses livros de poemas.


Sofya Bravo